Uma turma movida a adrenalina

Uma turma movida a adrenalina

Paulo Correia anda de skate desde os 8 anos de idade , com total apoio dos pais. Mas lamenta a ausência de uma boa pista na cidade para a prática


Horas dentro do mar, debruçado sobre uma prancha, em busca da onda perfeita. Esse é sem dúvida um programa irrecusável para o estudante Gabriel Novis. Já o amigo Paulo Correia, sempre que faz uma pausa dos livros, gosta mesmo é de executar manobras “iradas” com o skate. Quem também não dispensa uma boa dose de adrenalina diária é o jovem Felipe Sales. O cara integra aquele grupo de garotos e garotas – conhecidos como traceurs (praticantes) – que se aventuram em transpor as barreiras da arquitetura urbana da cidade, numa modalidade conhecida como Le Parkour.
O que eles têm em comum? Gostam de praticar esportes, mas de preferência que seja ao ar livre e em contato com a natureza.
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Muita aventura no mar, na terra e no ar
Ele descobriu as ondas da Praia do Francês aos 10 anos de idade. A prancha foi presente do pai, o surfista e piloto de avião Sérgio Novis. De lá para cá, sempre que tem um tempo livre, Gabriel Novis – que está cursando a terceira série do ensino médio – faz questão de correr para o mar. Ele não é surfista profissional, mas faz parte da geração de garotos que não dispensa uma boa dose de adrenalina diária, de preferência “pegando onda”.
Mas não é apenas o surf que o estudante acha “irado”. Ele também curte as manobras do skate e se aventura em cima de sua bike. Haja fôlego! “O surf é uma paixão mesmo.
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Corpos em movimento para disseminar o Le Parkour
Saltar um obstáculo com mais de dois metros de altura, sem se machucar, pode parecer irado, mas ao mesmo tempo arriscado. Principalmente se você não faz parte dessa tribo de jovens que dão um duro danado para executar os movimentos meticulosos e bastante calculados do Le Parkour.
“O Parkour consiste em transpor um obstáculo de um ponto para outro através de movimentos fluidos e rápidos. É um treinamento que serve de exercício de superação para quem pratica e também para ser usado em situações de necessidade”, explica Felipe Sales, que há aproximadamente três anos descobriu a prática do Parkour ao assistir uma reportagem na televisão.
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Manobras “iradas” no street skate
Tombos e quedas nunca foram motivos para desistir. Paulo Correia sabe que para executar as manobras com precisão é necessário se arriscar e gostar de adrenalina. Praticante do street skate (skate de rua) – os adeptos utilizam alguns elementos urbanos, a exemplo de bancos, escadas e corrimãos como obstáculos –, o estudante é fissurado pelo esporte.
Desde os 8 anos de idade – com total apoio dos pais – Paulo se aventura a saltar, girar o skate no ar, deslizar com a base invertida e pousar no corrimão. Difícil? Para ele nem um pouco, já que diariamente faz questão de se exercitar num dos poucos locais ideal para praticar as manobras, o Corredor Vera Arruda, mesmo lugar onde Gabriel roda com seu skate.

fonte: Gazeta de Alagoas - Maceió,AL,Brazil

 

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